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Como fazer uma redação arroz com feijão bem feita?

Como Fazer uma Redação “Arroz com Feijão” Bem Feita e Garantir Pontos Preciosos no Concurso

Você já deve ter ouvido a expressão “redação arroz com feijão”. No universo dos concursos, ela significa aquele texto simples, direto e sem invenções, mas que entrega exatamente o que a banca espera: clareza, estrutura e objetividade.

Muitos candidatos erram ao tentar “reinventar a roda” e acabam fugindo do tema ou exagerando na criatividade. Mas a verdade é que, em grande parte dos concursos (com exceção da FCC), uma redação básica bem feita pode ser o suficiente para te colocar entre os primeiros colocados.

Neste artigo, você vai aprender como construir uma redação arroz com feijão perfeita, sem perder tempo e sem correr riscos desnecessários.


O que é uma redação “arroz com feijão”?

No contexto dos concursos, trata-se de um texto:

  • Bem estruturado: introdução, desenvolvimento e conclusão claros.

  • Objetivo: sem enrolação ou floreios excessivos.

  • Dentro do tema: nada de fugir ao que foi pedido.

  • Correto: respeitando normas gramaticais e ortográficas.

Em outras palavras, é aquela redação que pode não ser a mais criativa do mundo, mas não tem erros graves e entrega exatamente o que a banca exige.

Confira a aula do Mago da Redação para aprender a fazer uma redação simples passo a passo


Estrutura básica da redação arroz com feijão

Se você quer segurança, siga essa estrutura testada e aprovada:

1. Introdução simples e direta

  • Apresente o tema central da proposta de redação.

  • Use uma tese clara: mostre de forma objetiva qual será o ponto de vista que você vai defender.

  • Evite introduções mirabolantes.

2. Desenvolvimento organizado

  • Faça dois parágrafos principais, cada um com um argumento central.

  • Traga exemplos concretos (dados, leis, fatos históricos, referências culturais).

  • Mantenha sempre a coesão entre as ideias.

3. Conclusão que resolve

  • Retome a tese apresentada na introdução.

  • Finalize com uma proposta de solução ou uma reflexão coerente.

  • Não invente nada que não tenha sido mencionado no desenvolvimento.


Erros que você deve evitar

Muitos candidatos perdem pontos por causa de erros bobos. Se você quer uma redação arroz com feijão nota máxima, fuja disso:

  • Fugir do tema: responda exatamente ao que a banca pediu.

  • Usar gírias ou linguagem coloquial.

  • Exagerar na criatividade: o concurso não é espaço para poesia ou crônicas.

  • Esquecer a gramática: mesmo o texto simples precisa estar limpo.


Dicas práticas para treinar a redação arroz com feijão

  • ✍️ Treine redações de 25 a 30 linhas em casa, sempre dentro do tempo de prova.

  • 📚 Use repertórios coringa (Constituição, Direitos Humanos, dados do IBGE, filósofos clássicos).

  • 🕐 Cronometre o tempo para ganhar velocidade.

  • 🔍 Revise sempre antes de entregar: a correção de pequenos erros pode fazer diferença enorme na nota.


Conclusão: o poder do básico bem feito

A redação arroz com feijão não vai te fazer ganhar prêmios literários — mas vai te dar os pontos que você precisa para ser aprovado.
O segredo é foco na estrutura, objetividade nos argumentos e correção linguística. Se você dominar esse modelo, nunca mais vai travar diante da folha em branco.

Modelo de redação arroz com feijão

Na sociedade contemporânea, há uma cultura disseminada do “faça você mesmo” e “você merece ser feliz”, o que gera um determinado tipo de padrão comportamental. Esse contexto é denominado de “positividade tóxica”, sendo incentivado por autores de autoajuda que reforçam a tristeza como um sinal de fraqueza. 

De início, é importante destacar que o mercado de desenvolvimento pessoal faz muito sucesso e impacta milhões de pessoas. Essa lógica de ver a vida incentiva que as pessoas devem superar os seus limites constantemente, e que merecem ser felizes independentemente de quaisquer barreiras. Um exemplo disso foi a escalada do influenciador Pablo Marçal do Pico dos Marins com seus seguidores: havia expresso perigo, que foi subestimado por meio de um pensamento de que tudo daria certo e, ao final, foram socorridos pelo corpo de bombeiros. Dessa forma, o pensamento dito “positivo” colocou em risco a vida de dezenas de pessoas. 

Ademais, a tristeza e a dor são vistas como sinais de fraqueza na sociedade, impedindo as pessoas de lidarem devidamente com seus problemas. Nesse sentido, o pensador Byung-Chul Han argumenta que a “positividade tóxica” compele os indivíduos a demonstrar felicidade permanentemente, fazendo com que as dificuldades da vida sejam reprimidas. Como consequência, isso pode gerar grande frustração e prejuízos à saúde mental.

Portanto, a cultura que valoriza a pretensa capacidade de fazer tudo e a felicidade como um imperativo é uma marca negativa da modernidade. Por isso, é fundamental valorizar o amplo espectro dos sentimentos e capacidades humanas, para que todos possam se desenvolver de maneira saudável. 

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