Modelos de Redação

Redação pronta PCRS – banca Fundatec: Insegurança e Medo Social

O Mago da Redação fez um conteúdo no capricho para os alunos que estão estudando para o concurso da PC-RS, certame organizado pela banca Fundatec.

Nessa aula, ele analisa um modelo de redação sobre o tema Insegurança e Medo Social a partir dos critérios exigidos pela banca no edital.

Confira a aula:

Redação pronta sobre Insegurança e Medo Social para o concurso da PC-RS

A sensação de insegurança tem se tornado uma característica marcante das sociedades contemporâneas, atravessando diferentes classes sociais e regiões urbanas [contextualização]. Nesse contexto, é possível perceber que o medo social não é apenas resultado do aumento da violência, mas também da fragilidade dos laços sociais e da ausência de normas coletivas que garantam estabilidade e previsibilidade [TESE]. Diante disso, torna-se necessário compreender como a desorganização social e a fluidez das relações humanas contribuem para a perpetuação do medo como um sentimento coletivo [fechamento da introdução].

Em primeira análise, a insegurança social pode ser compreendida à luz do conceito de anomia, desenvolvido pelo sociólogo Émile Durkheim. A anomia representa a ausência ou enfraquecimento das normas sociais que regulam o comportamento coletivo, gerando desorientação, instabilidade e aumento da criminalidade. Tal fenômeno é perceptível em contextos de desigualdade extrema e falta de políticas públicas eficazes, que deixam parcelas da população à margem da cidadania. De acordo com o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)  a sensação de insegurança atinge mais de 60% dos brasileiros, o que reforça a ideia de que não se trata apenas de violência real, mas também de uma percepção constante de ameaça. Assim, a ausência de coesão social e de confiança nas instituições alimenta o medo generalizado, transformando a vida urbana em um espaço de constante alerta.

Além disso, a insegurança contemporânea também pode ser analisada sob a ótica do sociólogo Zygmunt Bauman, que cunhou o conceito de “medo líquido” para descrever o estado de apreensão constante vivido pelas pessoas nas sociedades modernas. Para Bauman, a fluidez das relações sociais e a instabilidade econômica e política criam um ambiente de incertezas, no qual o medo deixa de ser pontual e se torna uma condição permanente. Tal sentimento é amplificado por fatores como a espetacularização da violência na mídia e a propagação de discursos alarmistas, que reforçam a ideia de que ninguém está seguro. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, mesmo com a redução de alguns índices de criminalidade, a percepção de insegurança continua crescendo, evidenciando que o medo se tornou um elemento estrutural da vida cotidiana. Nesse cenário, o sujeito moderno se vê cercado por ameaças simbólicas e reais, o que compromete sua qualidade de vida e sua confiança no futuro.

Portanto, a insegurança e o medo social não podem ser reduzidos a números ou estatísticas, pois envolvem dimensões subjetivas e estruturais da convivência humana. Em uma sociedade marcada por laços frágeis, normas instáveis e medos difusos, o sentimento de vulnerabilidade tende a se intensificar. Refletir sobre essas questões é um passo importante para entendermos não apenas a violência, mas também o modo como ela impacta nossas formas de existir, conviver e imaginar o amanhã.

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