MagoCast episódio 5: Crise Democrática

No episódio 5 do MagoCast, discutimos a Crise Democrática no Brasil.

Falar de democracia não é fácil, afinal, na ciência política tal conceito não é nada fácil. Porém, há boas perguntas para pensar o tema com qualidade: existe democracia no Brasil? A democracia é uma ilusão? 

Para aprofundar e sofisticar o debate, contamos com a participação do Prof. dr. Eduardo Magrone, da UFJF.

Confira o podcast sobre DEMOCRACIA no YouTube e no Spotify:

https://www.youtube.com/watch?v=067oJ6QHf-U

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Como usar o filme Triângulo da tristeza na redação?

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Como usar o filme Triângulo da tristeza na redação?

“Triângulo da Tristeza” é um filme de 2022, do diretor sueco Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Candidato ao Oscar 2023 nas categorias de melhor filme, melhor direção e melhor roteiro original, não venceu nenhuma delas, mas promoveu muitas reflexões sobre os temas abordados. O filme é dividido em três atos: no primeiro, conhecemos o casal de modelos Carl e Yaya; no segundo, eles se juntam, como influenciadores digitais, a um grupo de super-ricos em um cruzeiro num iate de luxo; no terceiro, após o naufrágio da embarcação, os sobreviventes, ricos e pobres, têm de se virar em uma ilha deserta, onde a hierarquia social dominante acaba sendo invertida.

O filme começa com Carl participando de uma seleção de modelos promovida por uma agência de publicidade, em que um monte de garotos sem camisa exibe suas competências estéticas para avaliadores. Em seguida, Carl está com sua namorada Yaya em um restaurante, onde começam a discutir sobre quem paga a conta. Um debate sobre igualdade de gênero tem início, deixando clara, mais que isso, a tensão na tentativa de exercício de poder de um sobre o outro. Ela é mais famosa que ele, ganha mais que ele e, como influenciadora digital, tem direito a benefícios dos quais ele desfruta apenas por estar com ela.

Um desses benefícios é o convite para um cruzeiro em um iate povoado de super-ricos. Ali, confrontados com bilionários de todas as procedências, como o dócil casal de idosos fabricantes de armas e o dono de uma indústria de fertilizantes, eles percebem que o poder que possuem é tão frágil quanto sua fama virtual. O capitão do iate, um socialista americano desiludido com o mundo e seu papel nele, servindo àqueles que considera capitalistas opressores, trava inesperada amizade com o industrial russo capitalista (“Eu vendo merda”, diz este último a certa altura), o que dá origem a um diálogo repleto de citações que vão de Karl Marx a Noam Chomsky e John Kennedy. Enquanto os dois se embebedam, o barco começa a afundar. Uma sequência escatológica mostra os super-ricos vomitando e chafurdando em excrementos, numa alusão chocante à sua própria podridão.

No ato seguinte, os sobreviventes do naufrágio acabam em uma ilha deserta, onde suas posições sociais anteriormente válidas já não fazem mais sentido. Neste novo cenário, a trabalhadora filipina Abigail assume a posição de liderança. Única capaz de pescar e cozinhar, ela detém o poder sobre o meio de sobrevivência do grupo e se coloca no topo da hierarquia. Ela é a única que dorme (acompanhada do modelo Carl, que troca Yaya por Abigail) numa cabine encontrada na areia, a que decide quem come e quando come, a que define quem realiza cada tarefa. De oprimida, corrompida pelo poder, Abigail passa a opressora. E fará tudo para que permaneçam ali naquela ilha, onde seus privilégios serão mantidos.

Como se pode notar, várias questões são abordadas pelo diretor Ruben Östlund, como corrupção, relações de poder, influência digital, opressão, capitalismo x socialismo e abismo social. Vejamos um parágrafo argumentativo utilizando um dos recortes possíveis do filme:

Exemplo:

Nesse viés, fica claro que a manutenção da desigualdade social pode ser vista como de interesse dos grandes detentores do poder. Essa é uma discussão sugerida pelo diretor sueco Ruben Östlund em seu filme “Triângulo da Tristeza”, que faz uma crítica às estruturas de dominação. Na obra, um iate cheio de pessoas super-ricas afunda, e os náufragos têm de lutar por sua sobrevivência em uma ilha deserta. Quem assume a posição superior nessa nova hierarquia é uma humilde trabalhadora do barco, a única capaz de pescar e cozinhar para alimentar os demais. Uma vez detentora dos meios de produção, ela é quem passa a ditar as regras, oprimindo os demais. Dessa forma, pode-se traçar um paralelo com nossa sociedade, onde quem detém o poder estabelece uma relação de dominação, frequentemente oprimindo aqueles em posição inferior na pirâmide social.

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Prof. Raphael Reis recebe a placa Black One da Hotmart

Conheci a sede da @hotmart , maior plataforma de EAD da América Latina. Nessa vista, fui reconhecido com a placa Black One.  Esse momento foi o de maior reconhecimento profissional da minha trajetória. A placa Black simboliza uma marca significativa de faturamento e a satisfação de nossos alunos com os cursos, e-books e serviços que oferecemos.  É o reconhecimento de muita dedicação, trabalho e comprometimento. Obviamente, eu não chegaria até aqui sozinho. Há a minha família e a minha Equipe Mago da Redação por trás de tudo isso! Eternamente grato.  Receber a placa Black é mais do que um mero símbolo de status, é o amor pelo que fazemos, a crença de que a educação transforma radicalmente a vida das pessoas. Um concurseiro aprovado é um indivíduo que transforma a vida das pessoas que ele ama.  A empresa Mago da Redação não ensina somente técnicas, e sim conteúdos sofisticados para argumentar com qualidade e pensar a própria existência e a realidade social que nos cerca.  Continuaremos crescendo e fazendo coisas incríveis! Ao infinito e além!

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Redação Câmara dos Deputados – Banca FGV

Está na área o curso de discursivas para a Câmara dos Deputados, certame organizado pela FGV.

Nesse curso, direcionado para o cargo de Analista Legislativo-Técnico Legislativo, iremos trabalhar os temas mais potenciais de cada eixo temático cobrado no edital, estrutura, gramática e o aluno poderá treinar por meio de 3 correções personalizada.

Confira a aula demonstrativa do curso de redação para a Câmara dos Deputados com o Prof. Raphael Reis:

Aula Demonstrativa curso de Discursivas para a CD:

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Possíveis temas de redação MEC – Banca Cebraspe

O Mago da Redação fez suas apostas para o concurso do MEC, cuja banca organizadora é a Cebraspe. Será que ele acerta mais um tema de redação?

1. Violência nas Escolas

2. Analfabestimo

3. Tecnologia

Confira esta aula especial, na qual ele comenta os possíveis temas de redação para o MEC nos mínimos detalhes:

https://www.youtube.com/watch?v=-nEYO2fsFwc

Curso de Revisão de Redação MEC


Quero fazer o curso de redação do MEC com o Mago da Redação!

Sigam-me os bons!

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Como usar o livro “Vidas Secas” na redação?

Alusão Literária

Vidas Secas | Graciliano Ramos 

“Vidas Secas” é um conhecido e importante romance da literatura brasileira. Publicado em 1938 por Graciliano Ramos, enquadra-se no Regionalismo, estética literária que tinha como base a valorização dos aspectos específicos de regiões do Brasil – no caso, o Nordeste.

A obra conta a história de uma família de retirantes – Fabiano e Sinhá Vitória, um casal, seus dois filhos, que não possuem nomes na narrativa, e uma cadela extremamente magra chamada Baleia. A narrativa se inicia com todos caminhando debaixo de sol quente, no limite das forças, da fome e da sede, quando conseguem encontrar um sítio abandonado onde fazem morada por um tempo. Depois, o dono retorna e acaba empregando Fabiano como vaqueiro – embora em uma relação de trabalho extremamente desfavorável ao retirante, pois ele não recebia dinheiro, apenas parte das crias; acabava tendo que vender as reses ao chefe por valores exíguos ou tomar dele dinheiro emprestado, sendo obrigado a sempre trabalhar e continuar devendo. 

A vida da família é marcada por agruras. Ambos são analfabetos; Sinhá Vitória consegue fazer contas com dificuldade, mas Fabiano, encarregado de ir à cidade fazer as compras, tem pouca habilidade para lidar com dinheiro e, por isso, desconfia de tudo e todos a sua volta. Sua sina é a lida com o rebanho: ele entende que só sabe fazer isso na vida. Como conversa pouco com os outros, sua linguagem recrudesce, torna-se baseada apenas em poucas palavras e nos sons necessários para tocar a boiada, chamar os cães. Isso lhe causa imensos problemas, pois a inviabilidade de se comunicar faz com que seja mal-entendido: a pior consequência, nesse caso, se deu quando foi preso por um Soldado Amarelo, com quem não conseguiu falar; tampouco foi capaz de se defender e expor seu lado, tamanha era sua inabilidade com as palavras.

Graciliano Ramos, ao longo do livro, tece diversas comparações entre Fabiano e os animais, de modo que os seres humanos e os bichos se tornam extremamente semelhantes na narrativa. Essa animalização é uma das tônicas da obra e acompanha cada reflexão do vaqueiro. Em determinado momento, a cadela Baleia aparece com uma doença, e o pai da família é obrigado a sacrificá-la; os sentimentos da cachorra nessa hora são a parte mais sensível do livro, reforçando uma ideia de secura das emoções humanas em contraste com a “humanidade” de Baleia.

A condição de vida parca, a seca iminente e a carência absoluta de objetos necessários também são uma marca importante da obra. Faltam querosene para acender os lampiões, utensílios para cozinhar, roupas para vestir. Isso faz com que a vida de todos seja apenas determinada pelo momento, pelas necessidades imediatas; nem mesmo sonhos os retirantes são capazes de ter. Fabiano sonha apenas em ter um lugar seguro do flagelo da seca, e Sinhá Vitória passa o livro a desejar uma cama de “lastro de couro”, uma cama igual às que pessoas com melhores condições tinham, que não fosse apenas varas de madeira estendidas. Os sonhos pequenos são sintomas de uma vida seca na sua totalidade – na linguagem, nas relações, nas posses, na falta de água.

“Vidas Secas” pode ser usado para discutir vários assuntos em redações: seca, pobreza, preconceito linguístico, justiça e muitos outros. A seguir, veja um parágrafo sobre “acesso à justiça” fazendo referência à trajetória de Fabiano:  

Exemplo:

Ademais, o sistema jurídico brasileiro, que se afasta da garantia de justiça equânime, lesa os direitos individuais e, majoritariamente, da camada social mais vulnerável. De fato, tal conjuntura é abordada no livro “Vidas Secas”, do nordestino Graciliano Ramos, em que Fabiano tem suas garantias legais desrespeitadas ao ser agredido e preso injustamente pelo Soldado Amarelo, evidenciando tanto o abuso de poder quanto o desconhecimento acerca das leis protetoras do cidadão. Logo, a personagem se sente constantemente enganada pelas pessoas e coagida a manter-se calada, já que, hierarquicamente, é considerado “ninguém”, apenas um ignorante animalizado. Transpondo-se para a contemporaneidade, existem muitos “Fabianos” que são frequentemente injustiçados e têm seus julgamentos arquivados pela falta de notoriedade social, pois são interpretados de forma equivocada como menos importantes e têm suas demandas postergadas na justiça pela parcialidade.

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Comentários ao tema de redação da ALEMA: como você encara o trabalho?

Como você encara o trabalho? Este foi o tema de redação do concurso da ALEMA organizado pela banca FGV.

Confira os comentários do Prof. Raphael Reis sobre o tema de redação da ALEMA

https://www.youtube.com/watch?v=XZ7x9h7VlhI

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Possíveis temas de redação TRT12-SC

O Prof. Raphael Reis, vulgo Mago da Redação, fez o primeiro esquenta, comentando 5 possíveis temas de redação para o TRT12-SC, concurso organizado pela banca FCC.

Confira a aula (ela ficará disponível no YouTube até o dia 22/09). Depois, somente nos cursos.

https://www.youtube.com/watch?v=iI2ZszZm0ok

Cursos e correção de redação para o TRT12

Curso completo de redação TRT12: clique AQUI

Curso de revisão de redação TRT12: a partir do dia 15/09

Correção personalizada de redação TRt12: clique AQUI

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Como usar o filme Coringa na redação?

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Alusão Cinematográfica 

Coringa (2019) | Todd Phillips

O filme “Coringa”, dirigido por Todd Phillips, causou muitos debates no ano de lançamento (2019). A história se passa na década de 1980, ocorrendo antes do desenvolvimento da história de Bruce Wayne como Batman, na famosa cidade de “Gotham City”. Como tipicamente ocorre nas obras da franquia, Gotham está tomada por problemas sociais de toda sorte, destacando-se a criminalidade sem controle. Nesse contexto de crise, Thomas Wayne (pai do futuro Batman) se candidata a prefeito com o discurso de combater os delinquentes. Nesse cenário, o filme centra-se sobre a figura de Arthur Fleck (futuro Coringa), representado por Joaquim Phoenix, ganhador do Oscar de melhor ator pelo papel.  

Fleck é um sujeito complexo: ele é portador de um problema neurológico que o faz rir de maneira incontrolável em momentos inapropriados, o que lhe causa diversos problemas. Para controlar sua condição, ele depende do fornecimento de medicamentos pela assistência social da cidade. Ele vive com sua mãe, uma mulher idosa que sempre mandava seu filho “colocar um sorriso no rosto”, mesmo diante de situações difíceis – um claro sintoma do imperativo à felicidade da contemporaneidade. Finalmente, completando a caracterização de Arthur Fleck, ele trabalhava como palhaço para uma empresa que fazia animação de eventos e de lojas. 

A violência epidêmica da cidade atinge Fleck de diversas maneiras. Em determinado momento, ele é espancado e assaltado por um grupo de adolescentes, que quebram a placa com a qual ele estava trabalhando apenas pelo prazer da prática da violência. O medo de novas agressões faz com que ele aceite a arma de um colega de trabalho, a qual passa a carregar consigo e acaba sendo responsável pela sua demissão. 0 futuro Coringa, em um evento com crianças, deixa a arma cair no chão e causa pavor generalizado. Essa mesma arma é usada posteriormente em um novo episódio de violência, no qual Fleck, ao defenderse de uma agressão, mata três pessoas enquanto está vestido de palhaço. 

Em decorrência desse funesto evento, ocorrem diversos protestos contra os ricos nas cidades, nos quais os cidadãos se vestem de palhaços em referência ao até então desconhecido assassino. Em paralelo, o serviço de assistência social cancela o fornecimento do medicamento de Fleck e sua mãe sofre um acidente vascular cerebral por causa da pressão de investigadores que desconfiam do envolvimento de Arthur com as mortes por arma de fogo.

Como se pode ver, há um caldeirão de complexidades que cercam a figura de Fleck, desde sua condição de saúde mental até a degradação da coesão social que resulta em violência, desemprego e caos. A intensificação desses conflitos busca explicar a gênese do Coringa enquanto personagem disruptivo e complexo da série Batman, sendo, portanto, o resultado da falta de acolhimento em todos os processos de sua vida. Esse filme, ganhador de diversos prêmios, pode ser utilizado como alusão cinematográfica em muitos temas: doenças mentais, papel do Estado, porte de armas, marginalização dos indesejáveis, imperativo à felicidade, banalidade do mal etc.

Exemplo:

Em primeira análise, é importante destacar que a violência urbana passa por um processo de trivialização na sociedade atual. Nesse sentido, o início do filme “Coringa” retrata bem sintomas presentes nas nossas relações sociais quando o palhaço Artur Fleck tem sua placa de anúncio roubada e quebrada por um grupo de adolescentes que, em seguida, agridem-no de forma violenta sem qualquer motivo para isso, senão o ímpeto agressivo. Essa banalização do mal pode ser vista em diversos casos de violência urbana, mostrando que a naturalização do comportamento agressivo se sobrepõe ao respeito à dignidade humana.

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