MagoCast episódio 4: O Brasil é comunista?

O podcast do Prof. Raphael Reis, o MagoCast, veio bastante provocativo na edição de nº4! 

A pergunta que não quer calar: o Brasil é comunista?

Confira o debate de altíssimo nível no canal do YouTuve ou no Spotify:

https://www.youtube.com/watch?v=sdvMiPxYexM

O Brasil é comunista? Escute no Spotify


O Brasil é comunista?

Escrevendo uma redação do zero sobre ETARISMO

O Prof. Raphael Reis, vulgo Mago da Redação, fez uma aula especial com o Prof. Waldyr Imbroisi: “escrevendo uma redação do zero sobre ETARISMO”. 

A redação foi montada passo a passo, ao vivo e junto com os alunos. Confira abaixo o vídeo da aula e a redação produzida 😉

https://www.youtube.com/watch?v=8CHGSN_JmHc

Modelo de Redação sobre ETARISMO

Introdução:                            

O Estatuto do Idoso é uma lei que visa à proteção das
pessoas idosas. Inclusive, possui diretrizes de combate ao etarismo. Contudo,
embora haja esse importante ordenamento jurídico, a sociedade hiperconsumista e
práticas de violência simbólica intensificam os conflitos entre gerações.

            Argumento
1: Em primeira análise, cabe destacar que a sociedade moderna é marcada pelo
consumismo. Nessa perspectiva, o filósofo Lipovetsky reflete que a sociedade
atual passa por um hiperconsumo, isto é, a lógica mercadológica pauta todas as
relações sociais. Dessa forma, o consumo potencializa a valorização do novo em
detrimento do velho que fica marcado como algo ultrapassado, reforçando
preconceitos.

            Argumento
2: Ademais, outro ponto relevante nesta discussão é a naturalização da
velhofobia. Nesse sentido, o pensador Bourdieu desenvolve a ideia de violência
simbólica, que é estruturada por mecanismos mais sutis, que reforçam, porém, a
discriminação. A exemplo disso, de acordo com reportagem do Portal G1, uma comerciante
de 45 anos foi alvo de preconceito por colegas de turma em sua faculdade as
quais se manifestaram de forma pejorativa em relação à sua presença no campus
por ser “velha demais” para estudar.

 

Conclusão: Sendo assim, o etarismo se
apresenta como um desdobramento de uma sociedade pautada por relações de
consumo e pela dificuldade de aceitar o que é considerado fora do padrão.
Portanto, é necessário que haja políticas públicas capazes de efetivar os
dispositivos do Estatuto do Idoso para o combate à velhofobia.        

Correção de redação personalizada e mentoria de redação: magodaredacao@gmail.com e (32) 98813-7835

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Como usar a Revolta da Vacina na Redação?

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Alusão Histórica

Revolta da Vacina

A Revolta da Vacina foi um motim popular que ocorreu entre 10 e 16 de novembro de 1904, cujas causas e consequências são vistas com cada vez mais interesse ao longo dos anos. A razão imediata desse movimento foi a lei instituindo a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola na então capital do Brasil, criada sob os auspícios de Oswaldo Cruz – médico sanitarista que havia recebido a difícil missão de afastar o Rio de Janeiro da pecha de “cidade da morte” que recaía sobre a cidade no exterior e conter o surto de diversas enfermidades, como a varíola, a febre amarela, a tuberculose, a leptospirose, entre outras. 

Entretanto, não é possível compreender a Revolta da Vacina exclusivamente como uma recusa da população em ser imunizada. Fatores relacionados à exclusão social e à desconfiança da população pobre em relação ao Estado pesaram sobremaneira para a eclosão do motim. O Rio de Janeiro era uma cidade povoada por grande massa de negros recém-libertos da escravidão e pobres de todas as etnias e origens, que trabalhavam na região central da cidade e viviam em grandes cortiços – casarões antigos nos quais havia a divisão de quartos, de maneira precária, para abrigar o maior número possível de pessoas, com banheiros comuns e pouca preocupação com higiene e limpeza. Tais construções estiveram entre os primeiros alvos da política higienista aplicada por Rodrigues

Com os objetivos conjugados de conter o avanço das doenças e de aproximar a capital do país dos moldes europeus, visando a uma “Paris nos trópicos”, o poder público ordenou o “Bota-Abaixo”, política em que os cortiços foram destruídos e os seus moradores foram simplesmente expulsos de suas casas, sem nenhum amparo ou direcionamento. Esse processo forçou a massa trabalhadora a morar na periferia e se marginalizar, criando, por evidente, uma situação de animosidade entre uma população que já era alvo de preconceito e de atitudes descabidas e o Estado que arremetia contra o povo. 

Quando a obrigatoriedade da vacina é instituída, os habitantes das zonas pobres desconfiam da validade dessa medida, cogitando, inclusive, que se trataria de uma forma de causar a doença e a morte da população pobre e negra. Vale ressaltar que nenhuma medida foi feita no sentido de informar e conscientizar a sociedade com relação ao significado e à importância da medida, havendo, ao contrário, um movimento autoritário de imunização. Começam, então, protestos de pequeno porte que, reprimidos com prisão e violência, desencadearam a generalização dos conflitos, que tiveram a depredação de espaços públicos e ataques a delegacias e quartéis, demonstrando que se tratava, sobretudo, de uma manifestação contra os aparatos de repressão do Estado.  

A complexidade da Revolta da Vacina e sua relação com o Bota-Abaixo, com a violência do Estado e com a marginalização da população pobre permite que tal evento seja citado em diversos âmbitos. Indiretamente, ela pode ser mobilizada para discutir manifestações populares, repressão indevida e marginalização da população pobre; mais diretamente, pode-se citar a Revolta da Vacina para discutir o negacionismo ou a própria imunização.

Exemplo:

 No ano de 1904, ocorreu uma rebelião no Rio de Janeiro que ficou conhecida como Revolta da Vacina, a qual foi motivada pela imposição da vacinação obrigatória à população, sem que houvesse qualquer campanha de conscientização e informação sobre a importância da prática. Pouco mais de um século depois, nota-se que ainda há cidadãos brasileiros que se recusam a se imunizar; entretanto, atualmente, esse comportamento não se deve à falta de conhecimento a respeito da eficácia da vacina, e sim a uma cultura negacionista que vem se sedimentando ao longo dos anos e à falsa percepção da população de que certas enfermidades estão controladas.

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Como usar o filme O Contador de Histórias, de Luiz Villaça, na redação?

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Alusão Cinematográfica

O Contador de Histórias, de Luiz Villaça


O filme “O Contador de Histórias” trata de uma trajetória verdadeira: a de Roberto Carlos Ramos, conhecido mundo afora pela sua habilidade em entreter crianças com suas narrativas. Roberto nasceu em uma família muito pobre, em Belo Horizonte, e sua mãe tinha muitas dificuldades de cuidar dele e seus nove irmãos. Na época em que tinha seis anos, a matriarca da família, influenciada por propagandas na televisão, leva o menino para a FEBEM, a casa de recuperação de menores em atividade no Brasil na década de 1970. Embora fosse um ambiente hostil, sem profissionais adequados para lidar com crianças e adolescentes, a publicidade fazia as pessoas crerem que se tratava de uma instituição que oferecia educação de qualidade. Assim, uma mãe desesperada leva seu filho, na esperança de que se torne um “doutor”.


Exemplo:

O filme “O Contador de Histórias” trata de uma fascinante história real: durante o Regime Militar brasileiro, Roberto Carlos Ramos, então uma criança infratora, vivia entre fugas e internações em uma unidade de aprisionamento de menores. Seu caso era dado como irreparável, já que era reincidente em diversos delitos. Contudo, a adoção do menino por uma pedagoga deu a ele uma nova oportunidade, possibilitando que se tornasse, hoje, um dos mais famosos contadores de histórias do mundo e reconhecido escritor de narrativas infantis. Esse exemplo comprova a capacidade de recomeçar entre os mais jovens, ainda que tenham cometido transgressões. No Brasil hodierno, ainda é comum a presença de pequenos infratores, porém, diferente de Roberto Ramos, nem todos conseguem ser reinseridos na sociedade.


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Modelo de Redação: Cultura de Massa – Técnico TJBA

Modelo de Redação 

Tema: Cultura de Massa 

Prova de técnico do TJBA

Autoria: Prof. Waldyr Imbroisi

A reprodução desta redação sem o consentimento prévio é terminantemente proibida.

Introdução

O artista Dorival Caymmi considerava que seu trabalho não era direcionado a “cortejar as massas”, mas sim a agradar o povo. Essa afirmação resume uma tensão na relação entre indivíduo e sociedade: enquanto o sujeito luta por se configurar como ser autônomo e livre, o meio demanda adequação de cada um ao pensamento daqueles que o rodeiam. Tal questão se manifesta não apenas na produção artística, mas também na vida pessoal, tornando vital a reflexão a respeito dos limites entre agradar os semelhantes e pautar a vida na necessidade de ser validado por todos.

Argumento I 

De início, a produção artística é um setor privilegiado para essa discussão, uma vez que os profissionais de campos estéticos dependem da formação de um público que se compraz com suas produções e tenham interesse em consumi-las. Porém, essa premissa é hipertrofiada por movimentos observados na arte contemporânea que visam à homogeneização do público e dos gostos como forma de vender mais e ampliar o lucro – processo que foi denominado pelos intelectuais Adorno e Horkheimer de “Indústria Cultural”, em que os bens culturais passam a ser produzidos visando à massificação cultural. Nesse caso, os artistas se tornam apenas “cortejadores de massas”.

Argumento 2

Para além da produção artística, a necessidade de ser acolhido é um imperativo na vida social. Nesse sentido, Sigmund Freud, afirma na obra “Psicologia das Massas e Análise do Eu” que o ser humano tem a necessidade psíquica de viver em sociedade e, para efetivar esse processo, abre mão de parte da personalidade para assumir ideias e comportamentos dos seus semelhantes. Porém, isso não significa a negação completa da subjetividade pessoal em virtude da coletividade, dado que esse movimento corresponderia ao apagamento do sujeito e da sua identidade – cenário analisado pelo filósofo Friedrich Nietzsche, que cunhou o termo “Moral de Rebanho” para descrever indivíduos submissos a seus pares e irreflexivos em relação aos valores da sociedade, acatando tudo em cortejo aos demais e renunciando à liberdade de construir o próprio destino e um código moral pessoal.

Conclusão

Portanto, a reflexão de Caymmi demonstra uma escolha pelo equilíbrio que deve ser assumido, quer na arte, quer na vida cotidiana, para que seja possível dedicar parcela da existência ao julgamento alheio sem que ela seja dominada por completo por demandas externas ao indivíduo. Assim, será possível respeitar o outro e se integrar à sociedade sem a necessidade de renunciar à própria subjetividade.

Como usar a ESCRAVIDÃO como alusão histórica na redação?

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Alusão História 

Escravidão 

O tráfico atlântico praticado pelos portugueses instituiu uma nova forma de escravidão a partir do século XVI: transformou pessoas em fonte de lucro (em grande quantidade) – anteriormente, nas mais diversas sociedades, os escravizados eram colocados nessa condição por serem prisioneiros de guerra. Nesse novo modelo, contingentes imensos de seres humanos passaram a ser tratados como posses, sendo negociados livremente no Brasil Colônia e no Brasil Império e servindo ao propósito de acumulação primitiva de capital em território nacional.

Tivemos praticamente quatro séculos de escravidão. Ao longo desse período, de acordo com estimativas do IBGE, cerca de 4 milhões de africanos foram trazidos à força para o Brasil e foram submetidos a condições degradantes de vida, alimentação e trabalho. No trajeto entre o continente africano e o Novo Mundo, estima-se que 15% dos cativos pereciam em decorrência do cenário de precariedade e de doenças, como escorbuto, varíola, sífilis e sarampo. Em nosso território, tornou-se recorrente o banzo, nome que se dava ao sentimento de melancolia experimentado pelos escravizados em decorrência do afastamento da terra natal e do cenário desalentador em que estavam inseridos, sendo entendido como uma condição semelhante à depressão, que frequentemente levava à morte por causas indiretas ou pelo suicídio.

Com o objetivo de melhor controlar os escravos e impedir que se organizassem para debelar revoltas contra os senhores das fazendas, tipicamente eram reunidos indivíduos de etnias diferentes, de modo que a diferença de culturas e de idiomas fosse um entrave para a comunicação. Além disso, eram empregados castigos físicos brutais contra os escravizados, os quais eram impingidos com vasta gama de instrumentos de tortura e ao bel-prazer dos donos dos cativos, uma vez que, sendo os escravos encarados como posse e objeto, não havia qualquer limite para o que os senhores desejassem fazer.  

Com a abolição da escravatura, em 1888, não houve nenhum tipo de esforço para integrar a população negra à sociedade de classes brasileira. Ao contrário, os ex-cativos foram marginalizados, sofrendo toda sorte de preconceito e privados de oportunidades de educação e trabalho. Em adição, o Brasil experimentou uma política eugenista de embranquecimento da população, segundo a qual os negros deveriam ser deliberadamente alijados enquanto se privilegiava a mão de obra branca europeia, cuja vinda ao país passou a ser incentivada pelo poder público. Nesse sentido, essa cruel instituição que durou tanto tempo no Brasil pode ser aludida para se referir a diversos temas relacionados à desigualdade e ao racismo no país, já que suas consequências, de caráter estrutural, continuam presentes entre nós. 

Exemplo: 

Primeiramente, destaca-se que as desigualdades sociais afetam principalmente a população negra. Esse grupo étnico enfrentou quase quatro séculos de escravidão, em que não possuíam nenhum direito e eram tratados como mercadorias, fonte de lucro para os mercadores e mão de obra para os ricos. Posteriormente, na República Velha (1889-1930), surgiram as primeiras fábricas, e optou-se pela força de trabalho imigrante, colocando a população negra em trabalhos subalternos. Dessa forma, esse passado explica a subcidadania na qual a maioria da população negra vive: discriminação, baixa remuneração e dificuldade de acessar o ensino superior.

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Como usar o livro 1984 como alusão literária na redação?

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Alusão Literária

1984 | George Orwell 

“1984” é uma obra-prima da ficção do século XX e um livro que merece ser lido por todos. Ele faz uma reflexão profunda a respeito dos riscos e das mazelas dos governos totalitários de qualquer matiz ideológico. Escrito na década de 1940, em plena efervescência dos regimes autocráticos ao redor do mundo, 1984 desenha um mundo distópico (um futuro terrível para a humanidade) em que o globo se divide em apenas três imensos territórios; o personagem principal, Winston Smith, reside na Oceania, na região onde no passado havia sido a Grã-Bretanha. Lá, os habitantes experimentam um regime ditatorial marcado pela vigilância governamental onipresente e pela manipulação da imprensa e da História.

Esse livro pode ser usado para discutir muitas coisas, não é? Temas como “Fake News”, “autoritarismo” ou “liberdade de expressão” podem ser pensados a partir do romance de Orwell. Vejamos, então, um exemplo de parágrafo.

       Exemplo:

         Em primeira análise, a limitação da liberdade de expressão favorece as estruturas totalitárias de poder. Essa questão foi muito bem desenvolvida por George Orwell em seu romance “1984”, no qual há um governo centralizador e autoritário que não mede esforços para a manutenção do seu domínio. Entre outras estratégias, os líderes impedem que qualquer expressão contrária ao regime seja exposta na televisão, na mídia impressa ou mesmo em conversas entre as pessoas, tornando inviável a organização da população para se contrapor a quem está no poder. Dessa maneira, pode-se fazer um paralelo com a realidade atual: quando a expressão individual ou da imprensa é atacada, ocorre a fragilização da possibilidade de oposição, fortalecendo formas de governo pouco democráticas.

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MagoCast episódio 3: manifestações de junho de 2013

O episódio 3 do MagoCast, “Quando vale 20 centavos?”, já está disponível no YouTube e no Spotify. Nesse episódio, debatemos as famosas manifestações de junho de 2013, as quais são relacionadas com os principais acontecimentos recentes da História do Brasil: Operação Lava Jato, Impeachment da Dilma, polarização política, ascensão da extrema-direita, etc.

https://www.youtube.com/watch?v=6gyn8mvwt28

Quero escutar o episódio no Spotify

Como usar o livro Quarto de Despejo como alusão literária na redação?

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Alusão Literária

Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

O livro “Quarto de Despejo”, de 1960, é uma obra de imensa importância na história da literatura brasileira. Ele foi escrito por Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra, pobre e moradora, na época, da favela do Canindé, em São Paulo. Com o subtítulo “Diário de uma favelada”, Carolina narra no livro a difícil vida na periferia, sem acesso a serviços básicos e em constante luta pela sobrevivência.

       A autora conta sobre seu ganha-pão: catar papeis, latas, ferros e qualquer outra coisa que pudesse ser vendida para a reciclagem. Pela manhã, depois de cumprir suas funções domésticas, ela saía em busca do que conseguisse encontrar; a comida de cada dia dependia desse processo, pois o pouco que ela podia ganhar pagava a alimentação parca dela e de seus três filhos, de quem cuidava sozinha. Muitas vezes, precisavam ficar apenas com fubá, sopas de ossos de animais e pães duros; a carestia era tamanha que ela chega a afirmar: “para o pobre, é uma alegria o dia em que tem feijão”.

   Ela sofreu inúmeros preconceitos, por sua cor, sua pobreza e sua moradia. As pessoas que viviam em “casas de alvenaria” olhavam para os favelados com desprezo, e diversas vezes ela foi impedida de circular por ambientes por causa de sua etnia ou suas vestimentas. Quando contava aos outros que queria ser escritora, era recebida com zombarias – até, ao menos, a publicação do seu livro de estreia, que teve a primeira edição esgotada em uma semana.

O título da obra, “Quarto de Despejo”, é uma metáfora feita em relação à favela: segundo a autora, o restante da cidade eram os outros cômodos – o centro era a “sala de estar”, onde todos circulam e recebem visitas. No seu local de moradia, amontoava-se aquilo que ninguém quer ver, os trastes que deveriam ser jogados fora. Por lá, viveu em um barraco montado por ela mesma com tábuas de madeira que não oferecia proteção real ao frio nem à chuva; precisava sair para pegar água todas as manhãs pela ausência desse recurso encanado, e ainda sofria o risco de contrair alguma doença, como esquistossomose. Felizmente, com o dinheiro da venda do livro, conseguiu realizar seu maior sonho: ter uma casa própria.

  Quarto de despejo é uma obra fundamental, que pode ser usada em textos sobre variados temas: pobreza, moradia, segregação socioespacial, preconceito, saneamento básico, entre muitos outros. Vejamos, a seguir, um parágrafo sobre o tema “saneamento”:

Exemplo:

Além disso, a falta de saneamento coloca em risco as comunidades carentes desse direito. Como exemplo, pode-se citar o caso de Carolina Maria de Jesus, moradora da favela do Canindé na década de 1960 que, por meio do seu livro “Quarto de Despejo”, conta a situação precária em que vivia: o reservatório local estava contaminado pela esquistossomose, oferecendo riscos a todos. Contudo, não havia opção para os moradores, uma vez que não existia outra forma de conseguir água por perto. Assim, o tratamento desse recurso inestimável deve ser uma prioridade absoluta para preservar a integridade e a saúde de todos os brasileiros.

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