Análise de Redações de alunos nota 10 no TRT-6 (FCC)

Novamente, os nossos alunos obtiveram os melhores resultados no concurso do TRT-6, organizado pela banca FCC. Foram 11 alunos com a nota máxima e dezenas de alunos com nota superior a 8.5.

Nesta aula, o Mago da redação analisa 4 redações, para que os alunos possam aprender com quem chegou lá! 

Preste atenção na estrutura utilizada e de como os alunos usaram o repertório.

https://www.youtube.com/watch?v=7hqtAict6GM

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Modelo de Redação UERJ: a loucura em Hamlet

Um dos temas de redação mais quentes para a UERJ 2025, sem dúvida, é a loucura. 

O Mago da redação fez uma aula especial sobre a “loucura em Hamlet” e um modelo de redação no capricho sobre essa temática.

Confira a seguir:

Aula: a loucura em Hamlet

Redação pronta sobre A Loucura em Hamlet para o vestibular da UERJ

Tema: Em uma sociedade com tantos problemas sociais e existenciais, a loucura seria uma saída?

 Título: Um grito de liberdade!

 As pessoas, geralmente, são confrontadas a encarar dilemas sociais e existenciais, colocando em xeque, em muitas situações da vida, se a razão é o caminho para compreender e superar tais problemas. Nesse sentido, quando a realidade parece caótica, a loucura pode ser uma fuga e um grito de liberdade.

Na peça Hamlet, de Shakespeare, o protagonista finge estar louco para sobreviver à corrupção e ao jogo de poder que o cerca. No entanto, sua “loucura” se confunde com a verdade crua que ele enxerga — uma verdade que os outros recusam. O fingimento inicial torna-se uma forma de revelar o absurdo da realidade. Assim, Hamlet ilustra como a loucura pode ser tanto uma estratégia quanto um reflexo da lucidez diante do insuportável. Em um mundo desajustado, o que parece insano pode, na verdade, ser o único modo de sobreviver.

Nessa perspectiva, outro autor renascentista, Erasmo de Roterdã, em Elogio da Loucura, provoca o leitor ao exaltar as virtudes da insensatez. Para ele, a loucura é libertadora: rompe com os dogmas da razão e da moral, expondo o ridículo da vaidade humana. Nesse mesmo caminho de reflexão, é impossível deixar de lado as reflexões do filósofo Foucault, o qual mostra que a loucura é uma construção histórica e serve para excluir os indesejados – o rei Cláudio fez de tudo para isolar Hamlet do reino da Dinamarca, enviando-o para a Inglaterra. Ou seja, aquilo que chamamos de “loucura” pode ser apenas uma forma de viver diferente daquilo que é considerado normal.

 

Portanto, mais do que uma fuga, a loucura pode ser compreendida como resistência aos ditames da realidade. Não se trata de romantizar o sofrimento psíquico, mas de reconhecer que, diante de um mundo adoecido, questionar a razão dominante pode ser um ato de lucidez. 

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Escrevendo uma redação do zero para a FCC

A banca FCC é considerada como a mais difícil no que tange à redação. Isso é fácil de entender, afinal, suas propostas temáticas são sofisticadas, muitas vezes os temas e/ou os textos motivadores são filosóficos, há uma exigência de um conteúdo mais crítico e bem fundamentado e a sua correção é criteriosa (muito exigente).

Pensando nesse contexto, o Mago da Redação fez uma aula para mostrar detalhadamente como escrever uma redação do zero para a FCC.

E quando o assunto é FCC, todos já sabem que o Mago é a maior referência:

– 15 alunos gabaritaram a redação do TRT-5 (BA)

– 11 alunos tiraram a nota máxima no TRT-6 (PE)

– 8 alunos gabaritaram a redação no TRF-3

– 24 acertos de temas de redação em revisão de véspera

Nessa aula, a qual foi transmitida ao vivo, os alunos escolheram o tema e ajudaram a montar o texto. O prof. Rapha ensinou a tempestade de ideias, articulou os repertórios e escreveu etapa por etapa.

O tema escolhido foi: Os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho

Escrevendo uma redação do zero para a FCC sobre Os Impactos da Inteligência Artificial no Mundo do Trabalho

https://www.youtube.com/watch?v=i0VteqfxzKQ

Redação pronta sobre Os Impactos da I. A no Mundo do Trabalho

Os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho

Na obra cinematográfica “Blade Runner”, a sociedade cria androides para atividades exaustivas ou perigosas; contudo, tais robôs saem do controle e se voltam contra seus criadores [CONTEXTUALIZAÇÃO COM ALUSÃO CINEMATOGRÁFICA]. Nesse sentido [ELEMENTO DE COESÃO], as incertezas ligadas à inteligência artificial perpassam o mundo do trabalho [TÓPICO 1] e excluem os que não se adaptam às mudanças [TÓPICO 2].

De início [ELEMENTO DE COESÃO], cabe destacar que o avanço tecnológico acarreta incertezas no mundo laboral [TÓPICO FRASAL]. Nessa perspectiva [ELEMENTO DE COESÃO], o filósofo Zygmunt Bauman reflete que a “sociedade líquida”, a qual é caracterizada por medos e fragmentações, gera instabilidade nas relações de trabalho [ARGUMENTO DE AUTORIDADE]. Nesse contexto [ELEMENTO DE COESÃO], a inteligência artificial, cujas performance e produtividade são superiores às dos seres humanos, é adotada pelas empresas e, com isso, postos de trabalho são reduzidos [EXEMPLO E CONSEQUÊNCIA]. Dessa forma, a tecnologia, em vez de aliada, se transforma em uma ameaça [CONCLUSÃO DO PARÁGRAFO].

Ademais [ELEMENTO DE COESÃO], é importante perceber um paradoxo: ao mesmo tempo que a inteligência artificial permite facilidades, ela exclui aqueles que não se adaptam [TÓPICO FRASAL]. Nesse cenário [ELEMENTO DE COESÃO], o filósofo Byung-Chul Han alerta que o atual estágio do capitalismo demanda cada vez mais produtividade e qualificação do trabalhador [ARGUMENTO DE AUTORIDADE]; porém, em países emergentes, como o Brasil, milhões de cidadãos não são incluídos nesse processo de letramento digital. Isso pode ser observado com a exclusão de pessoas da terceira idade, que já sofrem com a falta de empatia no mercado de trabalho e não conseguem lidar com as constantes novidades da tecnologia [EXEMPLO CONCRETO].

Diante do exposto [ELEMENTO DE COESÃO], os riscos referentes ao emprego da inteligência artificial hoje são distintos daqueles retratados em “Blade Runner” [RETOMADA DA INTRODUÇÃO]. Entretanto, são também muito nocivos, afetando a estabilidade e a inclusão no mercado de trabalho [FECHAMENTO E RETOMADA DAS IDEIAS CENTRAIS].

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Tema quentíssimo de discursiva para o TRF-4 cargo 1: saiba como responder exatamente como a FCC quer!

Você, concurseiro, já sabe muito bem que a FCC é uma banca muito exigente nas provas abertas – tanto no texto dissertativo-argumentativo quanto nos estudos de caso e questões discursivas. Por isso, preparar sua escrita para ficar adequado aos parâmetros da banca é um diferencial fundamental para conquistar a sua vaga!

            Pois bem: a FCC é uma banca que adora cobrar temas relacionados com atualidades. Além disso, o edital explicita que pode ser cobrado um tema interdisciplinar para o cargo 1, combinando direito administrativo e direito previdenciário. Por isso, a nossa aposta para o TRF-4 é a discussão sobre a fraude no INSS, super quente, atual e a cara da banca! Dá uma olhadinha na seguinte questão:

 

QUESTÃO DISCURSIVA 1:

Afrânio, aposentado pelo INSS, verificou que seu benefício estava em um valor menor do que usualmente recebia. Por conta disso, emitiu um demonstrativo pormenorizado de sua aposentadoria e verificou que determinadas entidades estavam descontando valores não autorizados por ele, a título de “mensalidade”. Pensando sobre o que poderia fazer para cessar os descontos, que estavam ocorrendo há anos e prejudicando sua subsistência, Afrânio resolveu recorrer ao judiciário.

a) Sendo o INSS uma autarquia federal, constatado que Afrânio nunca autorizou os referidos descontos, haveria a incidência de responsabilidade civil do Estado?

b) Quais as teorias aplicáveis à responsabilidade civil nos casos de ação e de omissão do Estado, em regra?

 

            Para responder a essa questão, é preciso saber que a responsabilidade civil surge quando um dano é causado a um terceiro. Para verificar sua ocorrência, é preciso que haja a presença de alguns elementos, quais sejam: a) uma conduta, dolosa ou culposa; b) um dano; e c) o nexo de causalidade entre a conduta e o dano ocorrido. Além disso, a responsabilidade civil pode ser dividida em duas modalidades: objetiva e subjetiva.

Quando se fala traz a discussão da responsabilidade civil para a esfera pública, é preciso também analisar outros aspectos. No Brasil, adota-se, em regra, a teoria do risco administrativo, que admite a responsabilidade objetiva pelas condutas praticadas pelo Estado. Nesse sentido, a responsabilidade civil do Estado está expressa no art. 37, §6º da CF/88:

Art. 37. (…)

§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Desse modo, a responsabilidade do Estado por omissão se dará, em regra, de acordo com a teoria da culpa administrativa, segundo a qual o Estado responde desde que o serviço público não funcione, quando deveria funcionar, funcione atrasado ou funcione mal. Assim, no caso de Afrânio, seria possível pedir pela aplicação da responsabilidade civil do INSS de forma objetiva, para que a autarquia responda diretamente pelos prejuízos sofridos pelo aposentado.

 

 

            Quer ver a resposta para essa questão discursiva e para várias outras com potencial de serem cobradas no TRF-4, e ainda ter 3 redações corrigidas por especialistas em conteúdo e norma culta? Venha estudar com o Mago da Redação e adquira o curso para o TRF-4 – cargo 1!

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Tema quente para a prova discursiva da DPE-SP: a atuação da Defensoria Pública como custus vunerabilis!

Você aí que fez a primeira fase do concurso da DPE-SP viu que a banca não está para brincadeira: o nível das questões fechadas foi altíssimo! E nós podemos esperar o mesmo grau de cobrança para a prova discursiva, em que serão cobradas 4 questões.

            Por isso, separamos, no nosso curso, os temas mais quentes de cada área cobrada no edital e, especialmente para você que está aqui lendo este artigo, um modelo de redação sobre um tema fortíssimo! Leia a questão discursiva abaixo:

 

QUESTÃO DISCURSIVA 1:         

O Código de Processo Civil de 2015, ao tratar das ações possessórias, determinou em seu §1º que, nas referidas ações, quando figurar no polo passivo grande número de pessoas, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, deverá ser determinada a intimação da Defensoria Pública.

Esta determinação traz a atuação de Defensores Públicos desvinculada da representação das partes, de forma autônoma, visto as atribuições e princípios institucionais que lhe são conferidos.

Com base nas informações prestadas, responda, de forma fundamentada, qual o nome do instituto que representa a atuação dos Defensores Públicos no caso em tela e suas principais características.

 

O que eu preciso saber para responder a essa questão?

O instituto que representa a ação dos Defensores Públicos é o custus vulnerabilis, que pode ser entendida como “guardiã dos vulneráveis” ou “fiscal dos vulneráveis”.

No âmbito cível, especificamente no caso das ações possessórias, o art. 554, § 1º do CPC é exemplo de intervenção custos vulnerabilis

§ 1º No caso de ação possessória em que figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública.

Não se confunde com outras formas de intervenção, como o amicus curiae ou o custus legis.

Nesse sentido, o STF fixou alguns requisitos para o ingresso da Defensoria Pública nessa condição.

(i) a vulnerabilidade dos destinatários da prestação jurisdicional; 

(ii) o elevado grau de desproteção judiciária dos interesses que se pretende defender; 

(iii) a formulação do requerimento por defensores com atribuição para a matéria; e 

(iv) a pertinência da atuação com uma estratégia de cunho institucional, que se expressa na relevância do direito e/ou no impacto do caso sobre um amplo universo de representados.

De construção doutrinária, o instituto é traduzido como uma ferramenta para o desempenho da missão institucional esculpida pelo art. 134 da CF/88, especialmente no que diz respeito a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos coletivos dos necessitados. Assim, podemos dizer que se trata de uma prerrogativa implícita para cumprir os propósitos institucionais atribuídos pela Constituição, visto seu papel fundamental na garantia do acesso à justiça aos necessitados.

 

Agora, confira um modelo de resposta discursiva para a questão:

            O instituto que representa a função dos Defensores Públicos em ações possessórias com grande número de pessoas em situação de hipossuficiência no polo passivo é o custus vulnerabilis. Trata-se de uma construção doutrinária que funciona como ferramenta para o desempenho da função institucional trazida pelo artigo 134 da Constituição Federal (CF). Em casos nas condições supramencionadas, a Defensoria Pública não atua em favor de uma das partes, mas sim de forma autônoma, e tem prerrogativas semelhantes às das partes principais do processo, a exemplo da requisição de provas, da interposição de recursos e da sustentação oral).

 

            Para essa forma de intervenção da Defensoria Pública, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu os seguintes requisitos: a vulnerabilidade dos destinatários, o elevado grau de desproteção dos interesses defendidos, o requerimento por defensor com atribuição na matéria e a pertinência entre a atuação no processo e a estratégia institucional. Desse modo, a Defensoria Pública assegura o acesso à justiça e garante a defesa técnica qualificada, levando em conta o impacto na vida das pessoas afetadas pela decisão.

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Questões discursivas sobre administração pública e administração geral para a prova da Polícia Federal – PF, cargo 1

Muito bem, bruxões e bruxinhas! Se você está buscando uma vaga no concurso da PF para o cargo de administrador – ou em outros concursos que estão cobrando questões discursivas / estudo de caso –, separamos um tema delicinha que dialoga com diversas questões que vêm sendo cobradas em provas do mesmo estilo.

A atuação do poder público na prestação de serviços à população é um dos assuntos que mais aparecem nas provas de conhecimentos específicos de administração. Por isso, é importante se ligar nas discussões que a questão abaixo levanta:

 

QUESTÃO DISCURSIVA 1:

A adoção do paradigma do cliente na gestão pública tem sido uma tendência crescente, refletindo a busca por maior eficiência e qualidade nos serviços públicos. Essa abordagem transforma os cidadãos em clientes, com o objetivo de atender melhor às suas necessidades e expectativas.

1.  Explique o conceito de paradigma do cliente na gestão pública e sua origem.

2. Discorra sobre as principais vantagens e desvantagens da adoção do paradigma do cliente na administração pública.

3. Analise como o paradigma do cliente pode impactar a qualidade e a eficiência dos serviços públicos, apresentando um exemplo prático.

 

O que eu preciso saber para responder adequadamente?

Em primeiro lugar, é relevante ter em mente que o paradigma do cliente na gestão pública tem suas raízes na Nova Gestão Pública (NGP) que surgiu na década de 1980, inspirada por práticas do setor privado. Esse paradigma considera os cidadãos como clientes dos serviços públicos, focando em suas necessidades e expectativas. A partir dessa perspectiva, a administração pública, portanto, deve ser orientada para o cliente, proporcionando serviços de alta qualidade, eficiência e eficácia.

Além disso, para responder devidamente ao segundo item, podem ser citadas diversas vantagens e desvantagens, a exemplo das seguintes:

Vantagens: melhoria na qualidade dos serviços, mais transparência e responsabilidade, mais eficiência e eficácia.

Desvantagens: comercialização dos serviços públicos (afastam-se do bem comum), desigualdade de acesso (privilégio a grupos + vocais e organizados), complexidade de implementação.

Por fim, é relevante destacar que a orientação para o cliente pode melhorar a qualidade dos serviços públicos ao alinhar as ofertas de serviços com as necessidades reais dos cidadãos. Por exemplo, em um serviço de saúde pública, a aplicação de pesquisas de satisfação dos pacientes pode levar a melhorias nas práticas de atendimento.

A busca pela satisfação do cliente pode incentivar a administração pública a adotar práticas mais eficientes, como a simplificação de processos burocráticos e o uso de tecnologias inovadoras. Por exemplo, a digitalização de serviços públicos, como a emissão de documentos, pode tornar os processos mais rápidos e acessíveis.

 

     

 

            Essa é apenas uma das diversas questões trabalhadas no nosso curso para o cargo 1 da Polícia Federal de 2025. Quer ficar por dentro dos temas mais quentes e entender exatamente o que a banca espera do seu texto? É só vir estudar com o Mago da Redação!

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Curso de Discursiva PF – cargo 1

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Saiba o que esperar do tema cobrado na prova do TRT-2 – cargo 14 (questão discursiva / estudo de caso)

Muito
bem, senhoras e senhores! O TRT-2 abriu suas portas para novos servidores
públicos e o certame será extremamente competitivo. Por isso, quem estiver em
condições de escrever uma resposta discursiva de excelência terá um diferencial
inestimável para alcançar a tão sonhada vaga!

            Vamos, então, dar uma olhada em uma
questão discursiva típica da FCC que tem exatamente aquela carinha de que vai
ser cobrada no concurso, sobre o tema dissídio coletivo:

 

QUESTÃO DISCURSIVA 1:

 

A categoria de
trabalhadores de uma empresa de transporte coletivo localizada em Bertioga, no
estado de São Paulo, enfrentou a recusa do sindicato patronal em celebrar um
novo acordo coletivo de trabalho. Após frustradas as tentativas de negociação
coletiva e arbitragem, as partes ajuizaram dissídio coletivo.

Considerando as
normas constitucionais e legais
aplicáveis ao caso narrado, responda em texto de até 15 linhas:

a)    Qual é o órgão
competente para o julgamento do dissídio coletivo e quais critérios determinam
essa competência?

b)    Caso tenha sido
deflagrada greve dos trabalhadores e não tenha sido ajuizado o dissídio,
poderia o Ministério Público do Trabalho ajuizar a competente ação? 

c)   
Poderia o dissídio coletivo ser proposto apenas pelo
sindicato dos trabalhadores?

 

 

O que eu preciso saber para responder a essa questão?

É essencial
saber a quem cabe a decisão referente ao dissídio coletivo, conforme consta na
Constituição Federal e na CLT:

CF, art. 114. (…)

§ 2º Recusando-se qualquer das partes à
negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo,
ajuizar dissídio coletivo de natureza ECONÔMICA, podendo a Justiça do Trabalho
decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao
trabalho, bem como as convencionadas anteriormente.

Art. 643/CLT. Os dissídios, oriundos das
relações entre empregados e empregadores bem como de trabalhadores avulsos e
seus tomadores de serviços, em atividades reguladas na legislação social, serão
dirimidos pela Justiça do Trabalho, de acordo com o presente Título e na forma
estabelecida pelo processo judiciário do
trabalho.      

            Art. 677/CLT. A competência dos Tribunais Regionais
determina-se pela forma indicada no art. 651 e seus parágrafos e, nos casos de
dissídio coletivo, pelo local onde este ocorrer.

 

            Além disso, a questão
também exige conhecimento sobre a possibilidade de o MPT ajuizar a ação em caso
de greve de atividade essencial. Para isso, é preciso lembrar, mais uma vez, do
artigo 114 da CF:

CF, art. 114. (…)

§ 3º Em caso de greve em atividade essencial,
com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do
Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho
decidir o conflito. 

 

No caso da empresa de ônibus, trata-se de greve de atividade essencial,
conforme a Lei 7.783/89:

Lei 7.783/89, Art. 10. São considerados
serviços ou atividades essenciais:      

V – transporte coletivo;

            Por fim, é importante se lembrar da
jurisprudência relativa à necessidade de anuência de ambas as partes para
instauração do dissídio, bem como da decisão do TST que determina ser a demonstração da efetiva tentativa de
negociação entre as partes suficiente para o ajuizamento do Dissídio Coletivo:

           

STF, ADI 3423. É constitucional dispositivo
da Reforma do Judiciário (Emenda Constitucional 45/2004) que exige a anuência
mútua das partes para o ajuizamento de dissídio coletivo trabalhista e atribui
legitimidade ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para ajuizar o dissídio em
caso de greve em atividades essenciais.

 

TST, SDC. A demonstração da efetiva tentativa
de negociação entre as partes é suficiente para o ajuizamento do Dissídio
Coletivo, o que afasta a necessidade de exaurimento das tratativas.

 

São muitas informações, não é mesmo? E é bem
assim que a FCC gosta de formular suas questões discursivas!

Se você quer ficar preparado para enfrentar a discursiva do TRT-2, o
melhor caminho é estudar com o Mago da Redação! No nosso curso específico para
o cargo 14, você verá a resposta discursiva para essa questão e para dezenas de
outros temas quentinhos, além de entender exatamente como é a estrutura da
questão discursiva que o examinador quer ver no seu texto!

Curso de Estudo de Caso para o TRT-2 – cargo 14


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Comentários aos temas de redação do MPU, concurso organizado pela FGV

Hoje, dia 04/05/25, foi realizado o concurso do MPU, certame organizado pela banca FGV.

A banca cobrou os seguintes temas de redação:

Cargos de analista: As conquistas espaciais são um bom investimentos, ou não? Que ganho poderiam ter com elas?

Cargos de técnico?

O Mago da Redação preparou um vídeo comentando esses temas e fez modelos de redação no capricho para vocês 😉

Observação: os modelos de redação são possibilidades, isto é, existem vários outros caminhos possíveis. 

Comentários aos temas de redação do MPU

Modelo de Redação sobre Investimentos Espaciais – cargo de analista

De acordo com o historiador Yuval Harari, a humanidade é capaz de desenvolver tecnologias e habilidades extraordinárias; porém, convive com o potencial dessa espécie a persistência de problemas globais. Nesse sentido, é preciso refletir sobre esse paradoxo com relação às viagens espaciais, que são um investimento importante para o futuro da humanidade, mas atrasam a priorização dos problemas do presente.

            De fato, para alcançar êxito em empreitadas espaciais, é necessário grande investimento financeiro e muito trabalho humano. Os ganhos resultantes do sucesso são muito significativos, tanto para a nação que protagoniza o feito quanto para a sociedade como um todo. Afinal, o país que se tornar capaz de explorar territórios extraterrenos terá primazia sobre os eventuais proventos dessa exploração. Além disso, a humanidade terá acesso a recursos diversos e a possibilidade de novas pesquisas e desenvolvimento científico.

            Contudo, enquanto empresas e governos miram para além do nosso planeta, a Terra lida com problemas milenares. A fome e as guerras ainda matam milhões em todo o mundo, bem como doenças para as quais já existem prevenção e tratamento. Por isso, conforme defendia Milton Santos, é preciso usar o conjunto de tecnologias e oportunidades da atualidade em favor de uma outra globalização, que coloque em primeiro lugar os desafios humanitários do globo, com o objetivo de garantir desenvolvimento sustentável e equânime.

 

            Portanto, resta claro que as conquistas extraterrenas estão no horizonte da espécie humana, podendo trazer benefícios coletivos. Porém, antes de empregar vultosos recursos para essa empreitada, endereçar os desafios mais urgentes visando à paz e a dignidade humana deveria ser a prioridade do mundo globalizado.  

Modelo de Redação sobre as incertezas do futuro – cargo de técnico – versão 1

O filósofo polonês Zygmunt Bauman se notabilizou pela sua análise da contemporaneidade, um período marcado por incertezas e pela efemeridade. Nesse sentido, a “modernidade líquida” tem suas características agravadas por angústias coletivas, como o iminente colapso climático e a disrupção tecnológica causada pela inteligência artificial (IA).

            Em primeiro plano, há um sentimento de desesperança em relação às mudanças climáticas. Afinal, as metas estabelecidas no Acordo de Paris, em 2015, estão muito distantes de seu cumprimento. Com isso, emerge o sentimento de “ansiedade climática”, angústia persistente em relação às consequências das ações antrópicas. Nesse cenário de incerteza, escolhas de longo prazo, como mudar de carreira ou ter filhos, são desfavorecidas.

            Ademais, a grande velocidade com que tem se desenvolvido a IA e outras tecnologias do mesmo ecossistema é também um fator de preocupação. Segundo Yuval Harari, a tendência é que o ser humano tenha que se acostumar a mudar significativamente a forma como trabalha diversas vezes na vida para se manter relevante ao mercado, pois transições tecnológicas de larga extensão ocorrem com cada vez menor distância temporal entre si.

 

            Desse modo, as incertezas em relação às mudanças climáticas e ao papel da inteligência artificial reforçam a sensação de liquidez da modernidade, conforme Bauman. Por isso, escolhas de longo prazo, como constituir família ou assumir uma função profissional, são preteridas.

Modelo de Redação sobre as incertezas do futuro – cargo de técnico – versão 2

O filósofo polonês Zygmunt Bauman se
notabilizou pela sua análise da contemporaneidade, um período marcado por
incertezas e pela efemeridade. Nesse sentido, a “modernidade líquida” se
manifesta nas mudanças e hesitações da sociedade em relação às escolhas de
longo prazo nos planos do trabalho e do planejamento familiar.

De fato, o desejo por mudanças na
posição laboral, como promoções ou o empreendedorismo, é reduzido em
decorrência das incertezas em relação ao futuro. Sob tal prisma, o filósofo
Byung-Chul Han destaca que o mundo do trabalho vive sob a “ética do desempenho”,
de modo que as pessoas são julgadas pela sua capacidade produtiva e levadas à
exaustão pelas cobranças. Desse modo, assumir o risco de ocupar funções ainda
mais exaurientes desmotiva mudanças.

Além disso, o crescente número de
pessoas que não pretendem ter filhos é amparado pela angústia em relação ao
mundo em que viverá a próxima geração. Afinal, o mundo tem mais de três mil
bilionários, segundo a revista Forbes, ao mesmo tempo em que ainda há mazelas
sociais como fome e miséria. Desse modo, o aumento da desigualdade gera
incertezas que desestimulam a decisão de ter filhos.

Portanto, a “liquidez” do futuro coloca
dúvidas e hesitações em relação a mudanças de longo prazo. Esse cenário de
incertezas afeta decisões fundamentais, como as relacionadas a construir uma
carreira ou constituir família. 

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Tudo sobre a redação da UERJ

O Mago da Redação fez uma aula especial para os vestibulandos da UERJ: tudo o que você precisa saber para mandar bem na redação da UERJ.

Nessa aula, o Prof. Rapha explicou as principais características da redação da UERJ, mostrou todos os temas já cobrados desde 2018, detalhou a grade de correção, analisou uma redação modelo e esmiuçou o cronograma e metodologia do curso de redação.

Confira aqui:

https://youtu.be/zK8eVq4qZC0

Curso de Redação para a UERJ 2025 – Obra HAMLET


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