Ei, pessoal! Tudo bem? Espero que sim. No dia 08/11/2020, participei do projeto de extensão da UFJF, “Domingo no Campus”. Nesta oportunidade, conversarmos sobre o cartunista Quino e as tirinhas da Mafalda. Foi um bate-papo bem agradável. Confira:
Violência contra as mulheres é um tema quentíssimo para os concursos públicos de 2021. Para contribuir com o debate e com os seus estudos, o “Mago da Redação” fez um modelo de redação (estrutura híbrida) seguindo o estilo da banca Cebraspe.
Tema: violência contra as mulheres
Tópicos para desenvolver o tema:
Causas do comportamento agressor masculino
O papel da polícia no atendimento à mulher vítima de violência
Ações que o Estado deve adotar para garantir tratamento humano às mulheres vítimas de violência
Introdução da redação
Na sociedade brasileira, é notório o crescimento de casos de violência contra as mulheres, o que pode ser observado nos noticiários. Dessa forma, é importante discutir a igualdade de gênero e as políticas públicas de proteção às mulheres vítimas de violência, para que se possa efetivar o princípio constitucional da dignidade humana.
Desenvolvimento do tópico I
Em primeira análise, cabe ressaltar as causas que levam os homens a agredirem as mulheres. Nessa perspectiva, o passado histórico fundamentado na família patriarcal foi incorporado por alguns homens em suas socializações, manifestando, assim, o machismo, ou seja, o comportamento no qual o homem acredita ter posse da sua companheira. Isso pode ser visto no fato de que o feminicídio, na maioria dos casos, é causado por companheiros ou ex-companheiros.
Desenvolvimento do tópico II
Além disso, os policiais possuem papel essencial para a garantia de direitos. A partir disso, é válido destacar que a mulher vítima de agressão deve ser acolhida por meio da humanização do atendimento, conforme dispõe a Lei Maria da Penha. Dessa forma, os órgãos de segurança pública concretizam a sua função de assistência ao cidadão, conforme destaca o especialista Ricardo Balestreri.
Desenvolvimento do tópico III (transformado em conclusão)
Por fim, para superar essa realidade de agressões às mulheres e conseguir consolidar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, é necessário que o Estado amplie as delegacias especializadas para garantir atendimento humanizado às vítimas de violência. Outrossim, o Estado deve reunir serviços de acolhimentos, com o objetivo de proporcionar apoio psicossocial.
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O racismo no Brasil é um dos temas de redação mais quente para os concursos públicos de 2021. Para contribuir com o debate e com os seus estudos, o “Mago da Redação” (Prof. Rapha) fez um modelo de redação (estrutura clássica) seguindo o estilo da banca Cebraspe.
Tópicos Racismo no Brasil:
Exclusão histórica da população negra no Brasil
Desvalorização da cultura negra e preconceitos
Ações para combater o racismo
Introdução da redação Racismo no Brasil
De acordo com Thomas Marshall, cidadania é a conquista de direitos, que proporciona a existência dos indivíduos. Nesse sentido, a população negra é excluída de diversos mecanismos de cidadania devido ao contexto histórico de desigualdades e de desvalorização da sua cultura.
Tópico I: Exclusão histórica da população negra no Brasil
Primeiramente, vale ressaltar que o contexto histórico brasileiro contribui para a exclusão da população negra. Nesse sentido, o passado escravocrata que durou quase 400 anos gerou relações de preconceito e de discriminação racial, o que pode ser visto no mercado de trabalho. Dessa forma, é válido lembrar que para o sociólogo Florestan Fernandes os negros não foram integrados na sociedade de classes.
Tópico II: Desvalorização da cultura negra e preconceitos
Além disso, há a desvalorização da cultura negra, a qual reforça estereótipos. Nessa perspectiva, a beleza negra é colocada em segundo plano, bem como religiões de matriz africana são inferiorizadas. Outro aspecto a ser ressaltado é o preconceito da “cultura de favela” que, muitas vezes, é considerada como algo de marginais, a exemplo do grafite. Isso reforça práticas discriminatórias.
Tópico III: ações para combater o racismo no Brasil
Outrossim, para que se possa ter uma sociedade com mais igualdade racial, o Estado deve criar políticas afirmativas que anulem as distorções históricas, bem como os indivíduos passem a valorizar a cultura negra como integradora da nossa identidade nacional.
Conclusão da redação Racismo no Brasil
Mediante o exposto, com a superação do passado escravocrata e valorização cultural da população negra, haverá uma sociedade que se preocupa com o real exercício da cidadania.
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Modelo de redação sobre coronavírus no estilo Cebraspe.
Para esta redação, utilizei a estrutura moderna, na qual os tópicos são respondidos diretamente. Embora seja uma estrutura válida para a banca Cebraspe, sugiro utilizá-la em momento de “sufoco”, ou seja, se o tempo estiver apertado para a realização de sua produção textual.
Proposta temática: Mudanças na sociedade no contexto de pandemia
Tópicos:
Coronavírus e o bem comum
Mudanças nas interações sociais
Ações para enfrentar o contexto de pandemia
Coronavírus e o bem comum
Primeiramente, destaca-se que a contenção do vírus só é possível se todas as pessoas e nações assumirem compromisso com a coletividade. Nesse sentido, tal esforço se mostra como um grande desafio, uma vez que a sociedade líquida é marcada por relações individualistas e fragmentadas, como ressalta Bauman em sua sociologia. Isso pode ser observado no descumprimento da principal medida de profilaxia: distanciamento social – parte da população e até a liderança máxima do país não estão evitando aglomerações.
Mudanças nas interações sociais
Em segunda análise, será necessário elaborar novas regras de convívio social.Na perspectiva sociológica de Émile Durkheim, podemos considerar que o avanço do coronavírus é uma anomia, porquanto contribui para a desintegração social e os mais diversos conflitos: crise econômica, desemprego, inflação, instinto de conservação da vida. Contudo, se o processo de combate aos vírus é coletivo, a sociedade precisa estabelecer atitudes de solidariedade, por se tratar de uma doença que afeta a todos, independentemente de classe social.
3.Ações para enfrentar o contexto de pandemia
Portanto, é necessário que os indivíduos exerçam a empatia, como forma de fortalecer laços de solidariedade. Ademais, o Estado necessita ser o exemplo, procurando conscientizar a população sobre medidas de prevenção, para que os impactos possam ser minimizados e as vidas preservadas.
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Modelo de redação sobre tecnologia e segurança pública: este tema é quentíssimos para os concursos da área policiais.
Banca: Cebraspe
Tipo de estrutura: moderna (os tópicos são respondidos diretamente)
Tópicos:
Disseminação de tecnologias no combate aos crimes.
A possibilidade das novas tecnologias restringirem direitos civis.
Ações que as instituições policiais devem adotar para utilizar a tecnologia de forma positiva.
Disseminação de tecnologias no combate aos crimes.
Inicialmente, destaca-se que os recursos tecnológicos podem facilitar o trabalho dos policiais, de modo a consolidar o princípio constitucional da eficiência. Nesse sentido, a informatização da polícia é essencial às atividades de prevenção e de investigação, como se pode observar nos resultados positivos da ferramenta de reconhecimento facial que, utilizada em alguns estados, já reconheceu diversos infratores foragidos. Outra tecnologia importante é o uso de “drones”, que pode poupar a exposição do policial em operações, uma vez que consegue mapear, com precisão, o território e as atividades suspeitas. Dessa forma, a disseminação de tecnologias pode combater, com eficiência, diversos crimes.
A possibilidade das novas tecnologias restringirem direitos civis.
Por outro lado, é importante que as tecnologias de combate aos crimes sejam utilizadas de forma correta, para que não haja restrição dos direitos civis. Nessa perspectiva, toda tecnologia é falha e, como depende do manuseio humano e de alimentação de dados de referência, a exemplo do reconhecimento facial, pode reforçar determinados estereótipos sociais e até mesmo confundir características físicas semelhantes. Como alerta o instituto de pesquisas MIT, o sistema de reconhecimento facial registra taxa de erro de mais de 1/3 com mulheres negras.
Ações que as instituições policiais devem adotar para utilizar a tecnologia de forma positiva.
Portanto, as tecnologias devem ser realizadas com prudência raciona que, segundo o filósofo Aristóteles, trata-se de virtude essencial. Para isso, as instituições policiais devem oferecer cursos de formação aos agentes que irão manusear as ferramentas tecnológicas, para que se evite erros e haja respeito aos direitos civis. Ademais, é importante que as tecnologias implementadas pelos estados não possuam caráter de letalidade, com o intuito de preservar a vida e os direitos humanos previstos na Constituição brasileira.
O curso de Atualidades para redação e Cidadania preenche uma lacuna que os alunos de concursos, Enem e Vestibulares enfrentam: a falta de informação de qualidade e repertório robusto.
Apresentação do curso de Atualidades para Redação e Cidadania:
O curso de Atualidades para Redação e Cidadania é ministrado por experientes professores: Prof. Ms. Raphael Reis e Prof. Ms. Waldyr Imbroisi. Este projeto nasceu do sentimento, vindo dos estudantes, de que falta uma formação mais robusta na área de atualidades, capaz de contribuir com o repertório para redação e com a formação humanística de candidatos de concursos públicos, Enem e Vestibulares.
Nesse sentido, o curso atende a necessidade de ampliar o conhecimento dos alunos a partir do debate mais aprofundado de temas quentíssimos que estão circulando nos principais meios de comunicação contribuindo, assim, para a sua preparação de provas de redação, de atualidades e de ciências humanas. Atende, também, aos professores de redação, os quais podem utilizar o debate dos temas em suas respectivas aulas.
Professores do curso de Atualidades para Redação e Cidadania:
Raphael Reis: é formado em História e possui especialização em políticas públicas e mestrado em Sociologia da Educação. Leciona Filosofia, História e Sociologia há 13 anos. Desde 2016, atua na preparação de candidatos para redação de concursos públicos, sendo considerado o maior especialista na Redação da FCC, considerada a mais difícil do Brasil!
Waldyr Imbroisi: é formado em Letras e possui mestrado em Estudos Literários na área de Literatura e História. É especialista em redação Enem, trabalhando há nove anos especificamente com o Exame e ajudando milhares de pessoas a conquistarem o sonho de uma vaga na universidade.
Metodologia do curso de Atualidades para Redação e Cidadania:
O curso é composto por aulas semanais – toda segunda-feira (até às 23:59) haverá uma aula nova!
Ao final de 2021, serão mais de 40 aulas, totalizando aproximadamente 40 horas de conteúdo.
Essas aulas serão disponibilizadas por videoaulas gravadas no Google Meet. Os slides utilizados serão disponibilizados como material extra.
Investimento :
Assinatura: R$ 19,80 (dezenove reais e oitenta centavos)/mês. Você pode “testar” o curso por três dias gratuitos. Clique AQUI
Com a compra do curso de Atualidades, você terá direito a 3 Bônus:
30% de desconto nas edições da revista de Atualidades Centro do Mundo
50% no e-book “25 conceitos para usar na redação”
15% de desconto em qualquer curso oferecido pelo Prof. Rapha no site www.professorraphaelreis.com.br
Obs.: os códigos dos cupons de descontos estão na segunda aula do curso.
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Modelo de redação sobre a realidade policial no Brasil. Tema quentíssimo!
Tipo de estrutura: moderna (os tópicos são respondidos diretamente). Recomendo usar se estiver no “sufoco”, ou seja, se o tempo de prova estiver apertado. Fora essa situação, usar o modelo de estrutura híbrida.
Tópicos:
O policial como cidadão
O aumento de suicídios entre policiais
O que o Estado pode realizar para melhorar a qualidade de vida do policial
O Policial como cidadão
Dentro de um país em que se vive uma Constituição Cidadã, a valorização do policial é imprescindível para a população ter uma efetiva segurança pública. Assim, faz-se necessário estimar a vida daqueles que estão em contato com os principais “dramas” de uma sociedade, tais como: combate às drogas, violência doméstica, depredação do patrimônio público, resolução de diversos conflitos, etc. Para isso, de acordo com o especialista em Direitos Humanos Ricardo Balestreri, é importante que o policial seja considerado pelo Estado e pela sociedade civil como cidadão, ou seja, como um profissional, assim como outros, que tem deveres e direitos. Portanto, é importante assegurar-lhe o princípio da dignidade humana, para que exerça sua profissão de forma qualitativa.
O aumento de suicídios entre policiais
Contudo, o que se verifica, na prática, são policiais estressados, mal treinados e que estão sob constantes tensões (perigo de vida, susceptíveis a atos de corrupção). De acordo com diversas pesquisas acadêmicas, há crescimento da taxa de suicídio entre policiais militares e civis. Ademais, conforme pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ¼ dos policiais entrevistados admitiram pensar em suicídio. Nesse sentido, os dados mostram preocupação, uma vez que aponta para um quadro de desintegração social, de acordo com o sociólogo Durkheim.
O que o Estado pode realizar para melhorar a qualidade de vida do policial
Portanto, para que haja valorização do policial e qualidade na prestação de seu serviço à coletividade, o Estado brasileiro deve garantir apoio e acompanhamento psicológico a esses profissionais, para que eles se sintam compreendidos em sua subjetividade e encontrem equilíbrio no exercício da profissão. Outrossim, é importante que os estados garantam salários dignos e os entes da federação se esforcem para produzir políticas públicas que diminuam as desigualdades, grande causa dos problemas sociais. Assim, o policial terá qualidade de vida e contribuirá para que a sociedade tenha uma segurança pública melhor.
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Prof. Rapha na área trazendo uma lista quente de temas de redação para o concurso da Polícia Federal (PF).
O concurso da Polícia Federal (PF) sempre gera expectativas e é muito concorrido. Recentemente, o governo autorizou 2000 vagas, distribuídas da seguinte maneira:
1.016 vagas – Agente;
300 vagas – Delegado;
600 vagas – Escrivão;
84 vagas – Papiloscopista;
349 vagas – Agente Administrativo; e
159 vagas – outras carreiras de nível superior.
De acordo com previsões, o edital deve sair até o final do ano de 2020 e o certame será realizado no primeiro semestre de 2021.
Cada vez mais, os candidatos precisam fazer uma preparação robusta para a prova objetiva, uma vez que os participantes concorrem em alto nível. Além da prova objetiva, há a redação, denominada também de prova discursiva, que é decisiva para a sua aprovação. É isso mesmo: a nota da redação faz a diferença para a aprovação e para uma melhor classificação, já que os candidatos conseguem resultados bem parelhos na parte objetiva.
Nesse sentido, o aluno precisa conhecer os critérios que a banca organizadora adota na prova discursiva para buscar a nota máxima. Esta é conquistada pela combinação de três elementos: domínio da estrutura, conteúdo consistente (é necessário ampliar o repertório cultural) e treino.
Nos últimos certames, a banca organizadora foi a Cebraspe. Ela possui particularidades: a estrutura é mais flexível, a correção da redação não é “pesada” e já oferece os tópicos que, obrigatoriamente, o candidato deve desenvolver.
No que se refere à estrutura, recomendo o uso de 4 parágrafos: introdução, tópico I (segundo parágrafo), tópico II (terceiro parágrafo) e conclusão (é permitido transformar o tópico III no parágrafo de conclusão).
Para contemplar os tópicos exigidos, expondo e argumentando, deve ser utilizada pelo menos uma estratégia de fundamentação: exemplificação, argumento de autoridade, causas e consequências, comparação de realidades sociais, dados estatísticos, etc.
Outra característica da banca é cobrar temas de atualidades, amplamente, debatidos pelos veículos de comunicação de massa e que tenham a ver com o cargo ou com a instituição promotora do concurso. Isso pode ser visto em provas anteriores:
Tema: a civilização contemporânea e o terrorismo. Concurso DPF 2014
Tema: o papel da polícia federal no aprimoramento da democracia brasileira. Concurso PF 2018
Tema: Eficiência policial e direitos do cidadão. Concurso PF 2019
Vistos os temas acima, fica notório que a banca busca reflexões sobre democracia, direitos, cidadania, direitos humanos, qualidade de vida. Essas ideias, aliás, cabem, praticamente, em todos os temas. Então, fica esperto!
Notícia boa!
Acabo de lançar um curso exclusivo e completo de redação para a PF! Nele, você vai aprender dominar estrutura, ampliar o seu repertório e terá 3 correções personalizadas realizadas por mim e pela Profª. Jacqueline Vieira
Mais informações: https://www.hotmart.com/product/redacao-policia-federal-pf/O40799537K
Lista de temas quentes para o concurso da Polícia Federal (PF):
A importância da autonomia da PF para o fortalecimento democrático.
Impactos das notícias falsas na sociedade
Porte e posse de armas
Cidadania e Direitos Humanos
Como combater o racismo
Contrabando de cigarros
Tráfico de drogas: como combatê-lo com eficiência
Os impactos do coronavírus na sociedade brasileira
A importância de preservar a Amazônia
Saneamento Básico e Cidadania
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Você está estudando para concursos da área de policial? Se sim, fica ligado nesta lista de possíveis temas de redação para você treinar:
1. Segurança Pública.
Dica: é um tema bem amplo, mas é importante destacar a importância do Estado em proteger os seus cidadãos. Ademais, garantir segurança à população está diretamente relacionado à qualidade de vida das pessoas. Outro ponto importante é destacar que as polícias possuem função cidadã, isto é, função de assistência ao cidadão.
2. Sociedade do medo e Indústria do medo.
Dica: uma das formas de sofisticar o seu argumento é utilizar como recurso argumentativo o “argumento de autoridade”. Nesse sentido, conferir o conceito de “medo líquido” do sociólogo Bauman.
Dica: é um tema bem polêmico que permite visões bem distintas. Assim, não há problema ser favorável ou contrário, desde que tome cuidado para não desrespeitar os direitos humanos.
4. Pacote Anticrime.
É uma iniciativa do atual governo para combater a corrupção, o crime organizado e deixar alguns tipos de penas mais duras. Nessa perspectiva, é importante levar em consideração os impactos na sociedade. Por outro lado, há dois pontos específicos nada consensuais e alvo de muitas críticas: a proposta de prisão em segunda instância e o excludente ilicitude
5. Crise no Sistema Carcerário Brasileiro.
Dica: um bom argumento é defender que há intensa desigualdade social no Brasil, o que acarreta a falta de oportunidades no mercado de trabalho e na inclusão social. Dados do CNJ, mostram que quase 75% da população carcerária no Brasil são pessoas pobres, sem escolaridade e negras. Ademais, os principais crimes são envolvimento com drogas ou de baixa periculosidade.
Dica: tema quente por causa das discussões envolvendo a desburocratização da posse e do porte de arma. Assim, a questão problematizadora é: a facilidade de adquirir armas pode proteger o cidadão, visto que o Estado e suas polícias são ineficientes, ou isso pode ocasionar mais violência e morte? Para essa discussão, é importante dar uma lida em pesquisas: Atlas da Violência e Mapa da Violência.
7. Violência contra a mulher.
Dica: na pesquisa do Atlas da Violência (2019), há um dados assustador: são mortas 13 mulheres diariamente no Brasil. Esses crimes são, sobretudo, passionais e acontecem no espaço doméstico. Um argumento contundente é mostrar que esse tipo de violência manifesta o nosso passado autoritário, marcado por uma sociedade patriarcal, na qual trata a mulher como se fosse um objetivo e que deveria ser submissa ao homem.
8. Violência no trânsito brasileiro.
Dica: defender a tese que as violências no trânsito brasileiro é uma questão de saúde pública é bem contundente, uma vez que o Estado gasta bilhões anualmente. Outro ponto importante é refletir sobre a conduta do brasileiro que não gosta de seguir normas (leis) e que possui a tendência de resolver os seus conflitos no trânsito de forma violenta, mostrando que nossos comportamentos estão pautados na “cultura da violência”.
9. Combate às drogas.
Dica: é um fato que o combate às drogas não é eficiente no Brasil, ocasionando milhares de mortes, inclusive de pessoas inocentes em regiões dominadas pelo tráfico. Nessa perspectiva, é importante que o candidato aponte reflexões que vão além do senso comum, mostrando ações de outros países como a de Portugal que estão tendo resultados positivos.
10. Discurso de ódio.
Dica: refletir a diferença entre liberdade de expressão e discurso de ódio. Recentemente, uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que várias pessoas estão evitando postar e interagir sobre questões políticas, devido a polarização política recente em nosso país e aos vários casos de intolerância – dê uma conferida nesta pesquisa porque é bem interessante. Um autor bem legal para essa discussão é o iluminista Voltaire (confira o opúsculo dele denominado “Tratado sobre a Tolerância”).
11. Urbanização e Mobilidade Urbana.
Dica: sem sombra de dúvidas, este é o tema queridinho das bancas. Pensar os desafios da mobilidade urbana vai além da preocupação com o deslocamento de veículos. É necessário refletir sobre como o espaço urbano é compartilhado pelas pessoas.
12. Educação no Brasil
Dica: infelizmente, a educação brasileira possui péssimos resultados e, em muitas escolas públicas, há um clima de violência. Nesse sentido, a polícia pode entrar em cena para auxiliar as escolas com programas específicos, por meio da polícia comunitária e de palestras, ou seja, uma aproximação de parceria, sem o caráter repressivo. Outro tema potencial envolvendo violência e escola é o bullying.
13. Meio ambiente.
Dica: esteja atento ao conceito de “sociedade do risco’, do sociólogo Ulrich Beck, pois assim o seu argumento ficará mais consistente para entender os desmatamentos, o aquecimento global e tragédias ambientais (destaque para Mariana e Brumadinho). O aumento recorde de queimadas e desmatamentos nos últimos dois anos, certamente, serão cobrados devido aos seus danos: aquecimento global, prejudica os pequenos agricultores, acaba com a fauna e com a flora, prejudica a subsistência de comunidades indígenas.
14. Saneamento básico.
Dica: mais de 100 milhões de pessoas não possuem acesso à rede coletora de esgoto (dados do Instituto Terra), o que ocasiona diversos problemas de saúde pública e nega o acesso à cidadania. Logo, é um problema de desigualdade social no Brasil e um desrespeito ao princípio da dignidade humana.
15. Crimes cibernéticos (virtuais).
Dica: a prática policial acompanha ou deveria acompanhar os avanços tecnológicos. Assim, é importante o candidato saber como a tecnologia está modificando o dia a dia das instituições e das tarefas policiais. Ademais, crimes cibernéticos estão no debate midiático (fraudes, ciberbullying, perseguição, racismo, etc.). Um autor interessante para contextualização do tema é Pierre Levy.
16. Coronavírus.
Este é o tema do momento, portanto muita atenção, porque pode aparecer como tema de redação ou na prova de atualidades. É importante o candidato pensar como essa pandemia causa efeitos econômicos, sociais e humanos, destacando como as relações sociais estão modificando.
Informações sobre o nosso serviço particular de correção de redação: magodaredacao.com